(texto originalmente escrito na quarta-feira, 5 de agosto de 2009)
porque nem sempre chá de boldo resolve
Não seria bem essa a palavra, mas é curioso como as pessoas, os sentimentos e toda a ordem de coisas muda tão facilmente: saí do cinema pensando em dizer chega! esquece tudo! não dá mais! tá na hora de mudar: te amo muito e te quero mais do que tu pode supor. Mas. Fui deitar pensado em dizer chega! esquece tudo! não dá mais! tá na hora de mudar: te odeio muito e não te quero mais, se é que tu pode supor. Mas. O que acontece todo o sempre - e o sempre é o sempre desde a criação, biblicamente falando, é, é isso mesmo, desde que deus, ou algo que o valha, resolveu criar homens e almas, supondo que almas não morram e se reencontrem num processo kármico, devemos ter nos encontrado e reencontrado e rereencontrado muitas vezes e nunca devemos ter falado a mesma língua - é que nunca falamos a mesma língua
Pausa para explicação (não que eu subestime meu leitor, se algum há, mas porque quero entender isso depois): só vomito o que aqui está. e ninguém pára, olha para o próprio vômito, remexe, distribui melhor os resíduos, coloca os grãos de arroz integral de um lado, os de proteína de soja do outro, ao lado dos legumes, tudo lindamente tingido por vinho tinto. não. as pessoas só vomitam e passam o pano e dão a descarga e dão as costas. enfim. não vou remexer meu vômito. vou apenas vomitar e passar o pano e dar a descarga e dar as costas. Fim da pausa para explicação.
é que nunca falamos a mesma língua. Era aqui que eu estava, não?! Pra que falar? Não sinto vontade de me lamentar. Não mais. Nem mesmo de chorar. Não mais. E por que eu escrevo? E por que eu vomito? Não faz diferença. Nada nunca fez diferença. Nem sei mais se dói. É um torpor, sabe?! E Lady Macbeth não me sai da cabeça: ao leito! ao leito! ao leito!o que está feito está feito. Só sei que, sempre que vomito, meu fígado agradece.
porque nem sempre chá de boldo resolve
Não seria bem essa a palavra, mas é curioso como as pessoas, os sentimentos e toda a ordem de coisas muda tão facilmente: saí do cinema pensando em dizer chega! esquece tudo! não dá mais! tá na hora de mudar: te amo muito e te quero mais do que tu pode supor. Mas. Fui deitar pensado em dizer chega! esquece tudo! não dá mais! tá na hora de mudar: te odeio muito e não te quero mais, se é que tu pode supor. Mas. O que acontece todo o sempre - e o sempre é o sempre desde a criação, biblicamente falando, é, é isso mesmo, desde que deus, ou algo que o valha, resolveu criar homens e almas, supondo que almas não morram e se reencontrem num processo kármico, devemos ter nos encontrado e reencontrado e rereencontrado muitas vezes e nunca devemos ter falado a mesma língua - é que nunca falamos a mesma língua
Pausa para explicação (não que eu subestime meu leitor, se algum há, mas porque quero entender isso depois): só vomito o que aqui está. e ninguém pára, olha para o próprio vômito, remexe, distribui melhor os resíduos, coloca os grãos de arroz integral de um lado, os de proteína de soja do outro, ao lado dos legumes, tudo lindamente tingido por vinho tinto. não. as pessoas só vomitam e passam o pano e dão a descarga e dão as costas. enfim. não vou remexer meu vômito. vou apenas vomitar e passar o pano e dar a descarga e dar as costas. Fim da pausa para explicação.
é que nunca falamos a mesma língua. Era aqui que eu estava, não?! Pra que falar? Não sinto vontade de me lamentar. Não mais. Nem mesmo de chorar. Não mais. E por que eu escrevo? E por que eu vomito? Não faz diferença. Nada nunca fez diferença. Nem sei mais se dói. É um torpor, sabe?! E Lady Macbeth não me sai da cabeça: ao leito! ao leito! ao leito!o que está feito está feito. Só sei que, sempre que vomito, meu fígado agradece.
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